A Corporação Musical Lira Santo Antônio, de Campos Altos/MG, realizou uma emocionante apresentação no dia 5 de outubro, na Praça do Bairro São José, em Cachoeira do Campo, distrito histórico do município de Ouro Preto/MG. O evento integrou a programação do “Café na Praça”, iniciativa comunitária promovida pelos moradores locais com apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, que ocorre quatro vezes por ano, reunindo música, cultura e convivência.
De acordo com o presidente da banda campos-altense, Carlos Carvalho, o convite para a apresentação foi feito por Ivacy Simões, da cidade vizinha de Itabirito/MG, onde a Lira Santo Antônio também se apresentou em 2024, durante o tradicional evento “Domingo é Dia de Banda”.
Cachoeira do Campo é um dos distritos mais antigos de Ouro Preto, fundado no final do século XVII, por volta de 1674-1675, após a descoberta de uma cascata por Fernão Dias Paes. O local, inicialmente voltado ao abastecimento da população mineradora de Vila Rica, tornou-se palco de importantes acontecimentos históricos, como a Guerra dos Emboabas, a Sedição de Vila Rica — que resultou na prisão de Felipe dos Santos — e a Inconfidência Mineira. Sua relevância é marcada pela construção do Palácio de Veraneio dos Governadores e do Quartel da Cavalaria, marcos do período colonial.
A apresentação contou também com a presença de duas famílias de Campos Altos, que prestigiaram a banda: Nilton da Rocha e sua esposa, Mara, e João Batista Gonçalves (João do Plínio), acompanhado de sua esposa e filha, Silma e Bruna, respectivamente.
Carlos, explicou à reportagem da TV KZ que Nilton da Rocha, proprietário da Benil Locações e Terraplanagem, é natural de Cachoeira do Campo e mudou-se para Campos Altos na década de 1980. Já João do Plínio mantém laços familiares na região, onde residem parentes de seu irmão Geraldo, já falecido.
O distrito abriga duas corporações musicais históricas: a Banda Euterpe Cachoeirense, fundada em 1856, e a Sociedade Musical União Social (SOMUS), criada em 1864, conhecida carinhosamente como “Banda Baixo”. Ambas desempenham papel fundamental na preservação da cultura musical da comunidade, mantendo viva a tradição das bandas centenárias mineiras.
Ainda segundo o presidente da Lira Santo Antônio, a banda apresentou um repertório com dezoito músicas, em uma performance que durou cerca de duas horas. "O público reagiu com entusiasmo a cada execução, cantando, dançando e aplaudindo intensamente. Foram momentos de pura emoção e celebração da música, reforçando o papel das corporações musicais na valorização da cultura e da história de Minas Gerais", afirmou.